Para o técnico, que já foi campeão africano pelo Desportivo em 2007 e 2008, apesar de na Tunísia estarem outras equipas valiosas, a sua equipa trabalha para, no final da competição, chamar a si a conquista do troféu em disputa.
Esta tarde, o Desportivo venceu o INJS dos Camarões, por 78-34, resultado que teve o condão de conferir o primeiro lugar às Lady Eagles.
Nos três primeiros jogos, as alvi-negras haviam ganho ao SLBC do Senegal (93-21), ABC da Costa do Marfim (69-62) e First Bank da Nigéria (72-57).
- Que rescaldo faz da primeira fase da competição?
Faço um rescaldo positivo. A nossa prestação foi boa. Atingimos aquilo que era o nosso objectivo, que era de qualificarmo-nos para os quartos-de-finais em primeiro lugar no nosso grupo. Não subestimamos qualquer adversário. Fizemos cada jogo a pensar em sermos os primeiro do grupo e isso foi conseguido.
- Como foi a integração das duas jogadoras estrangeiras?
Depois de dois dias de competição integraram-se. A Alvine Mandengue (camaronesa a jogar na WNBA), não fez o primeiro jogo, enquanto que a americana Yolanda Jones, só começou a jogar na terceira jornada. Começámos o campeonato com as nossas atletas. Mas quando as estrangeiras chegaram integraram-se bem, como de sempre. Isso deve-se ao facto de termos um grupo espectacular, coeso e que assenta no slogam do nosso clube, que diz “um por todos e todos por um.” Ajudou o também o facto da equipa estar habituada a trabalhar com índices e volumes altos. Por isso, qualquer jogadora que vem, ademais de um basquetebol evoluído, quando chega aqui sente que trabalhamos da mesma maneira como no basquete de alto nível. Isso ajuda. Estamos convictos que vamos aguentar até ao fim, sem menosprezar qualquer adversário.
- Tem algum destaque individual das atletas?
O aspecto mais saliente é o grupo. Mesmo as atletas que vêem do banco mostram uma enorme hegemonia. Estamos a defender bem.
- Quais são as perspectivas relativamente aos quartos-de-finais?
Há três equipas quer podem cruzar o nosso caminho, nomeadamente o CSFB da Tunísia, BBCM do Madagáscar e o Arc-en-Ciel da República Democrática do Congo. Mas seja qual for o adversário, terá o mesmo tratamento que tiveram os outros. Seremos responsáveis e não vamos subestimar qualquer adversário.
- O que pensa da possibilidade encontrar o ABC da Costa do Marfim, nas meias-finais?
Parto do princípio que neste momento não temos muitas escolhas. O ABC é um adversário de respeito. Tem boas jogadoras, mas vamos encara-lo da mesma maneira como o fizemos na primeira fase, quando o vencemos por 69-62. Sabemos de antemão que não vai ser fácil.
- O Desportivo joga para ser campeão africano?
Esse é o nosso objectivo. Vamos lutar até ao fim. Tudo o que fizemos até agora foi benéfico, mas a verdadeira competição começa agora. Se quisermos chegar à final não podemos perder nenhum jogo.