O treinador fez estas declarações esta terça-feira, em Maputo, onde decorrem os jogos de apuramento para a fase final da 16ª edição da Taça dos Campeões Africanos, com a participação de apenas três equipas, duas moçambicanas, nomeadamente Desportivo de Maputo e Ferroviário de Maputo e, ainda, o Inter Clube de Luanda, campeão nacional de Angola.
Na prova, que teve início no último domingo e que se prolonga até o próximo sábado, qualificam-se à fase final que está prevista parta o mês de Novembro, na Tunísia, duas equipas, pelo que, na lógica, uma das participantes não deverá carimbar o passaporte para a capital tunisina.
É neste pormenor que, segundo Nazir Salé, não é correcto que a FIBA-África continue a repescar as equipas da Zona VI que não tenham consigo a qualificação para a fase final por mérito próprio.
Para o nosso treinador, sabendo de antemão que há poucas equipas na Zona VI que participam nas eliminatórias e que as mesmas têm o mesmo nível, então, não faz sentido que se realize um apuramento.
O treinador que em 2007 e 2008 foi campeão continental pelo Desportivo de Maputo, essa prática não faz sentido porque só faz as equipas gastarem dinheiro com todo o processo das eliminatórias quando, no final, as eliminadas serão repescadas pela FIBA-África.
Não sou a favor dessa política. Caso o Desportivo de Maputo de Maputo não se qualifique na quadra não vou aceitar que possamos ir à fase final por via de uma repescagem. Acho essa prática incorrecta. As equipas gastam muito dinheiro para fazerem uma eliminatória que, no final das contas, não terá importância para nada porque as eliminadas serão repescadas - desabafou o treinador.
Em 2007, ano em que o Desportivo de Maputo foi pela primeira vez campeão africano, a FIBA-África repescou, pela Zona VI, a equipa moçambicana da Universidade Politécnica que, na fase final, terminou em que quarto lugar numa prova disputada por 12 formações.